segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Agora tá melhorando...

Mais uma semana que começa e muitas coisas vão acontecendo.. e isso é bom!

Enfim, comentei nos últimos posts sobre linguagem... e agora a coisa tá melhorando porque dá pra falar um pouco mais sobre mais coisas!!!! Nossa é muita coisa mesmo!

No último post, eu comentei algo sobre níveis de linguagem, e também falei que dependendo do propósito daquilo que vc escreve, vc usa determinada frase ou colocação, por exemplo.

Aí, eu cheguei à conclusão de que linguagem é muito mais e vai muito além do que a "norma culta" prega. É de meu gosto estudar TUDO o que a linguagem traz. Sem desmerecer de forma alguma a norma culta, eu sinto que, já que há outras maneiras de expressão de pensamentos em frases, então essas outras maneiras também devem ser estudadas e analisadas.

A partir de agora eu posso falar de muitas coisas mesmo: variação linguística, preconceito linguístico, tipos de gramática, mudança linguística, etc. É por isso que disse que a coisa tá melhorando!

Mas eu hoje vou falar da gramática que mais me agrada: a Sistêmico Funcional. Eu usei esse tipo de gramática no artigo que escrevi sobre ensinar inglês no ensino médio. Acho até que já falei sobre esse artigo aqui. Nele, eu trabalhei com o ensino de gêneros textuais, visando ensinar o aluno a ler, entender e produzir determinada linguagem em determinado gênero textual. Foi então por isso que escolhi a GFS:

"A abordagem funcional estuda o comportamento da língua dentro de seu contexto de realização." (2009) Esse contexto, no caso, seria o gênero textual:

"O propósito, o contexto sócio-cultural, a comunidade discursiva e a cognição são critérios para identificação de um gênero. Portanto, ao estudar o conceito de gênero e refletir sobre sua linguagem, nota-se que as escolhas de certas estruturas em detrimento a outras deve-se a esses fatores, que foram melhor analisados e descritos pelo funcionalismo de Halliday." (NEVES, 1994)(2009)

Halliday traz muitas coisas interessantes sobre gênero, dizendo que a descrição de uma língua deve ser feita com base em seu uso, e este uso leva em conta o que acontece ao escrever ou produzir enunciados, quem fala com quem (relações de hierarquia, por exemplo) e como essas pessoas se comunicam (escolhendo qual estrutura e excluindo outra)

Acho muito interessante pensar assim, porque dessa forma, há um leque que se abre com relação à linguagem.

Boa semana!

:)

domingo, 20 de setembro de 2009

Building up concepts

Êeeeee, mais uma manhã calma de domingo... e eu estou aproveitando esse tempo para colocar as coisas em ordem.

E também aproveitando esta manhã, pensei em como "linkar" este post com o anterior, quando eu falei sobre visão de linguagem, como e quando a linguagem acontece.

Pois bem, lembrei-me de um pequeno trabalho de conclusão que fiz na graduação, que na verdade, foi o que me inspirou a estudar um pouco mais os apectos da linguagem.

Neste trabalho, eu falei um pouco sobre a linguagem da internet, especificamente, a linguagem produzida em orkut e msn, em língua portuguesa. Não é um trabalho muito longo, na verdade é um pré-projeto que eu pretendo um dia dar continuidade. Mas nele, há exatamente algumas colocações que concretizam o tópico anterior, que me pareceu um pouco abstrato sem as exemplificações.

Quando disse que linguagem tem hora pra acontecer, eu falei sem pensar, mas havia fundamento. Afinal, ao usar o msn, se a pessoa escrevesse "olá, como você vai?" por exemplo, ao invés de "olá, td bem?" ou coisa do tipo, a conversa não teria a mesma dinâmica, ficaria sem graça, "devagar", porque não acompanha o dinamismo que há na fala oral. Trocando em miúdos, a linguagem na internet pode ser uma "versão escrita da oralidade".

"Devido a essa interação em tempo real, quando emissor e receptor estão dialogando, ambos se sentem "falando", embora estejam na realidade escrevendo seus textos. Assim, devido à espontaneidade, interação e dinamicidade, a conversação em tempo real exige que os interlocutores escrevam seus textos rapidamente, o que provoca uma série de “abreviações” nos enunciados" (2007)

Assim, a linguagem escrita da internet tem características diferentes, que não podem ser substituidas pelas características da linguagem escrita em outros meios e com outros propósitos (principalmente, observando um email formal, por exemplo).

E é por isso que há vários níveis de linguagem!!!!!!!!!!!!!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Uma visão de linguagem

Ao criar o blog, o que eu gostaria de fazer mesmo era publicar alguns de meus trabalhos. Mas percebi que seria muito chato, já que a linguagem deles é totalmente academica, o que não combina nem um pouco com este meio de interação.

Pensando nisso, resolvi comentar sobre os meus trabalhos, postando algumas passagens, de modo que eu conseguisse ao menos traçar uma linha cronológica do que eu venho estudando e aplicando em minhas aulas. (sempre que possível, é claro)

Dessa forma, meus textos aqui tornam-se menos cansativos, mais atrativos (assim espero!) e, mais ainda, consigo trazê-los para a realidade blog, promovendo então, a comunicação.

Neste contexto, percebi que o primeiro post não poderia ser outro além de tratar sobre a visão da linguagem. Afinal, linguagem é comunicação, e se não há comunicação, não há linguagem!!!!!

Parece muito claro. Mas não é. Por exemplo, se aqui, ao invés de contar toda essa historinha, eu simplesmente copiasse e colasse meus textos, não haveria nenhuma comunicação, já que a linguagem daqueles textos não cabe aqui. Como consequencia, o leitor, ao começar sua leitura, já passaria a ler outra coisa que lhe chamasse atenção, e não leria o meu texto. (Se é que vc ainda o está!)

Resumindo, a linguagem tem hora para acontecer. E ela acontece quando há comunicação entre seus interlocutores.

Essa visão de linguagem é mais conhecida como sócio-interacionista. Eu falei um pouco sobre ela em um artigo que trata da forma como ensinar inglês em escolas regulares do ensino médio, numa tentativa de refletir, até, um pouco sobre a minha prática.

Aí vai um trecho:

"A visão de língua sócio-interacionista leva em conta não apenas os participantes envolvidos no ato comunicativo e seus propósitos, mas também quando e onde o ato comunicativo toma forma." (2008)

É claro que há muito mais além de apenas isso. Mas aí fica pra uma próxima!

Um beijo!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Welcome!

Olá pessoal!

Já faz algum tempo venho pensando em divulgar algumas (poucas ainda) pesquisas que venho fazendo com relação ao ensino-aprendizagem de língua inglesa. Depois de conversar com um dos meus professores, pensei que seria uma ótima ideia criar um blog! Êeeeeeee!!!!

Vamos ver no que isso vai dar, né?

um beijo a todosss!!!!!!!!